O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) acusou a rede Hilton de cancelar reservas feitas por agentes de imigração em um hotel de Minnesota. Mais tarde, porém, veio à tona que o estabelecimento é operado de forma independente por outra empresa, que pediu desculpas pelo episódio.
Em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (5), o DHS divulgou capturas de tela — com trechos ocultados — de supostos e-mails enviados por um funcionário do hotel Hampton Inn em Lakeville. Nas mensagens, o autor afirmaria que o local “não está permitindo que agentes do ICE ou de imigração fiquem na propriedade”.
Um dos e-mails, datado de 2 de janeiro, orientaria que reservas feitas por funcionários do DHS ou de imigração fossem canceladas. As mensagens, entretanto, não foram verificadas de forma independente por veículos de imprensa, e o remetente não foi identificado.
Na rede X, o DHS acusou a Hilton de promover uma “campanha coordenada” para negar hospedagem a agentes federais e chegou a afirmar que a empresa estaria “do lado de criminosos” ao impedir o trabalho de fiscalização.
A Hilton rebateu as acusações. Em nota à ABC News, um porta-voz afirmou que o hotel é independentemente administrado e que a conduta “não reflete os valores da marca”. A companhia afirmou ainda que abriu investigação e que o hotel pediu desculpas aos hóspedes afetados.
A Everpeak Hospitality, operadora do hotel, também divulgou comunicado, dizendo que o cancelamento violou sua própria política de ser “um lugar acolhedor para todos”.
A empresa acrescentou que está contatando os hóspedes e que não discrimina “nenhum indivíduo ou agência”.
O episódio ocorre em meio à expectativa de que o governo Trump envie até 2.000 agentes federais para a região de Minneapolis, dentro de operações de combate a fraudes e imigração irregular. Parte das ações tem como alvo investigações envolvendo centros de assistência infantil administrados por somalis e operações migratórias já em andamento no estado.
Fonte: ABC

