Uma operação da Guarda Nacional em Nova Orleans, autorizada pelo presidente Donald Trump, começa nesta terça-feira como parte de um amplo esquema de segurança para as comemorações de Ano-Novo — um ano depois de um ataque que deixou 14 mortos na Bourbon Street.
A presença das tropas segue outras mobilizações federais vistas em 2025 em cidades como Washington e Memphis. Em Nova Orleans, no entanto, o apoio não é novidade: soldados também atuaram neste ano no Super Bowl e no Mardi Gras. “Não é diferente do que já vimos”, disse o porta-voz da polícia, Reese Harper.
Segundo as autoridades, 350 membros da Guarda Nacional irão atuar principalmente no French Quarter, com foco em visibilidade e prevenção. Eles não participarão de ações migratórias, apesar de uma operação federal que já prendeu centenas de pessoas na cidade neste mês.
O efetivo total de segurança — incluindo forças locais, estaduais e federais — deve ultrapassar 800 agentes, responsáveis por fechar ruas, revistar bolsas e controlar o trânsito. As tropas permanecerão até a temporada do Carnaval.
O reforço ocorre após o atentado de 1º de janeiro do ano passado, quando um motorista rompeu barreiras policiais e avançou sobre pedestres na Bourbon Street. O agressor, um veterano do Exército que havia declarado apoio ao Estado Islâmico nas redes sociais, foi morto pela polícia. Bombas foram encontradas depois em coolers no French Quarter, mas nenhuma explodiu.
Embora alguns líderes democratas questionem a necessidade de novas tropas — citando a queda recente nos índices de violência — a prefeita LaToya Cantrell afirmou apoiar os recursos extras.
Fonte: ABC

