A partir da 0h01 desta sexta-feira, terminou a isenção que permitia a entrada de encomendas de até US$ 800 nos Estados Unidos sem cobrança de tarifas. O presidente Donald Trump assinou no fim de julho a ordem executiva que suspende o chamado “de minimis exemption”, regra usada por grandes varejistas on-line como Shein e Temu para vender produtos baratos diretamente a consumidores norte-americanos.
A Casa Branca afirmou que a medida fecha um “brecha catastrófica” explorada para evitar impostos e, segundo o governo, também usada para contrabandear opioides sintéticos e mercadorias abaixo do preço de mercado. O conselheiro comercial Peter Navarro disse que o fim da isenção deve render até US$ 10 bilhões por ano em tarifas e salvar vidas ao restringir o envio de drogas ilícitas.
Haverá um período de transição de seis meses, no qual transportadoras postais poderão optar por pagar uma taxa fixa de US$ 80 a US$ 200 por pacote, conforme o país de origem. A suspensão da isenção já havia sido aplicada em maio a produtos vindos da China e de Hong Kong, principais fontes desse tipo de envio. Agora, a regra se estende a todos os países.
Criada na década de 1930 para simplificar o comércio de baixo valor, a regra perdeu sentido diante do aumento explosivo das encomendas: de 134 milhões em 2015 para quase 1,4 bilhão em 2025. Antes da mudança, a Alfândega dos EUA processava mais de 4 milhões de pacotes de baixo valor por dia.
Fonte: CBS