A FEMA (Agência Federal de Gerenciamento de Emergências) suspendeu nesta terça-feira (18) mais de 20 funcionários que assinaram a chamada “Declaração Katrina”, carta aberta enviada ao Congresso que criticava as mudanças promovidas pelo governo Trump na agência. O documento, assinado por 191 atuais e ex-funcionários, afirmava que anos de avanços após o furacão Katrina estavam sendo desmantelados.
Alguns dos signatários que revelaram seus nomes receberam e-mails colocando-os em licença administrativa remunerada imediata, proibindo o acesso a instalações e sistemas da FEMA. A medida, segundo a agência, não seria punitiva, mas causou forte repercussão.
Na carta, os servidores acusavam a administração Trump de nomear líderes despreparados, cortar equipes e encerrar subsídios voltados à prevenção de desastres, o que poderia colocar o país em risco de uma nova catástrofe comparável à de 2005. O texto alertava ainda para a possível “dissolução efetiva” da FEMA.
Em resposta, a agência classificou os críticos como burocratas ligados a “décadas de ineficiência” e afirmou que seu compromisso é com as vítimas, não com “sistemas quebrados”. O afastamento ocorre em meio ao aniversário de 20 anos do Katrina, que deixou quase 2.000 mortos e levou à criação de reformas hoje ameaçadas.
Fonte: CBS