Um grupo de atuais e ex-funcionários da FEMA (Agência Federal de Gestão de Emergências) alertou o Congresso dos EUA nesta segunda-feira (25) que as mudanças promovidas pelo governo Donald Trump podem comprometer décadas de avanços conquistados após o furacão Katrina, em 2005. A denúncia foi feita em uma carta aberta, divulgada na semana em que se completam 20 anos da tragédia que deixou mais de 1.800 mortos e prejuízos superiores a US$ 200 bilhões (em valores atuais).
O documento, chamado de “Declaração Katrina”, reúne 181 assinaturas, embora apenas 35 pessoas tenham se identificado publicamente por medo de retaliações. O texto acusa a administração Trump de querer enxugar drasticamente ou até extinguir a FEMA, além de nomear líderes sem qualificação legal e cortar programas essenciais, como os subsídios do BRIC, voltados a fortalecer a infraestrutura local contra desastres climáticos.
Segundo os signatários, essas medidas colocam em risco a capacidade da agência de responder rapidamente a emergências, podendo levar ao “desmantelamento da FEMA” e a uma nova catástrofe em escala nacional. Eles também denunciam a perda de um terço do quadro de funcionário desde o início do mandato de Trump e o clima de intimidação dentro do órgão.
A Casa Branca, por sua vez, afirma que as mudanças visam reduzir a burocracia e garantir que os recursos cheguem de forma mais eficiente às comunidades afetadas. Um porta-voz defendeu que os críticos são “burocratas apegados ao status quo” e que o foco do governo é a “responsabilidade com os sobreviventes”.
O alerta chega em meio a críticas de que a FEMA estaria despreparada para a atual temporada de furacões, que começou em junho, aumentando a preocupação de parlamentares e especialistas.
Fonte: CBS