O presidente Donald Trump assinou nesta segunda-feira (18) uma ordem executiva determinando ao Pentágono a criação de unidades da Guarda Nacional dedicadas a conter protestos civis em Washington, D.C., e em outros estados. A medida prevê até mesmo o treinamento de uma tropa especializada na capital, com membros “deputados” para aplicar leis federais.
A decisão foi vista como polêmica por especialistas, já que a missão da Guarda Nacional historicamente envolve apoio em crises naturais ou combate no exterior, não policiamento da população. O general da reserva Randy Manner, ex-vice-chefe do órgão, classificou a iniciativa como “100% política” e “extremamente perturbadora”. Ele acusou Trump de tentar “normalizar soldados patrulhando as ruas da América”.
Outra crítica veio da general da reserva Linda Singh, que liderou tropas durante os protestos de Baltimore em 2015. Segundo ela, usar militares em funções policiais por longos períodos pode ter consequências graves, como perda de legitimidade social e risco de confrontos fatais entre civis e soldados.
Trump defendeu a mobilização, afirmando que o objetivo é combater o crime, e sinalizou que pode expandir o modelo para cidades como Chicago. No entanto, juristas alertam que leis como o Posse Comitatus limitam a atuação das Forças Armadas em solo nacional, embora haja brechas legais, como o Title 32 e o Title X, que permitem exceções em casos específicos.
Fonte: ABC