O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, assinou uma ordem autorizando que tropas da Guarda Nacional em Washington, D.C. possam portar armas em suas missões, segundo fontes do Pentágono. A medida deve ser implementada nos próximos dias e abre espaço para que os quase 2 mil soldados mobilizados na capital assumam funções ampliadas, incluindo patrulhamento em bairros marcados pela criminalidade.
Durante visita às tropas, o presidente Donald Trump reforçou que espera uma atuação mais firme: “Vocês têm que ser fortes, fazer o que for preciso para cumprir seu trabalho”, disse. Ele já havia determinado a ativação de 800 soldados da Guarda Nacional e pediu reforços de estados governados por republicanos, elevando o contingente na capital.
Embora crime violento em Washington esteja 26% menor que em 2024, no menor nível em 30 anos, Trump declarou que “o crime está fora de controle” e anunciou até a possibilidade de manter tropas por seis meses ou mais. Governadores de seis estados já enviaram reforços, e soldados passaram a ocupar pontos turísticos e áreas públicas, até então apenas desarmados.
A decisão é polêmica: a prefeita Muriel Bowser acusou Trump de usar a Guarda como uma “milícia armada na capital do país”, lembrando que os avanços recentes na segurança resultaram de políticas locais e não da presença militar.
Fonte: ABC