O presidente Donald Trump anunciou que pretende liderar um “movimento” para eliminar o voto por correio e o uso de urnas eletrônicas nos Estados Unidos, alegando, sem provas, que esses métodos estariam ligados a fraudes eleitorais. Em publicação em sua rede social, Trump afirmou que iniciará os esforços assinando uma ordem executiva antes das eleições legislativas de 2026.
Na mensagem, ele defendeu a substituição das urnas eletrônicas por cédulas de papel com marca d’água, consideradas por ele mais seguras e confiáveis. “Os estados são apenas agentes do governo federal na contagem dos votos e devem seguir as determinações do presidente, pelo bem do país”, escreveu. A Constituição americana, no entanto, atribui às legislaturas estaduais a definição sobre o processo eleitoral, o que pode tornar a iniciativa alvo de contestação judicial.
Trump, que desde 2020 questiona sem evidências a legitimidade do voto por correio, disse ainda ter discutido o tema com o presidente russo Vladimir Putin, durante encontro no Alasca. Segundo ele, Putin teria afirmado que eleições não podem ser honestas com esse sistema. A fala foi criticada por especialistas, já que a própria Rússia utiliza voto por correspondência e foi acusada pelo Ocidente de fraudes nas eleições de 2024.
Fiona Hill, ex-assessora de Trump para assuntos de segurança, reagiu às declarações e alertou que Putin tenta manipular a política interna dos EUA ao semear desconfiança no sistema eleitoral. Para ela, a retórica favorece a estratégia russa de gerar instabilidade no período que antecede as eleições de meio de mandato.
Fonte: ABC