O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (11) uma ordem executiva adiando por mais 90 dias o aumento das tarifas sobre produtos chineses, prorrogando a trégua na disputa comercial entre os dois países. Sem a medida, taxas sobre determinados itens poderiam saltar de 30% para pelo menos 80%.
O acordo, firmado inicialmente em maio, reduziu tarifas que chegaram a ultrapassar 100% no auge do conflito e mantém, até 10 de novembro, um total de 30% sobre produtos chineses — soma de 10% da tarifa “recíproca” e 20% adicionais aplicados neste ano por conta de acusações de tráfico de fentanil. Pequim, por sua vez, mantém tarifa de 10% sobre bens norte-americanos.
Segundo o governo americano, as negociações recentes têm sido “produtivas” e buscam resolver questões de reciprocidade comercial e segurança nacional. Autoridades afirmam que um retorno às tarifas mais altas poderia prejudicar fortemente as importações e desorganizar cadeias de suprimento, impactando as economias das duas maiores potências do mundo.
Os dois países já se enfrentaram por temas como exportações de minerais raros, restrições a semicondutores avançados e limitações a estudantes internacionais chineses. Apesar de tensões pontuais, Washington e Pequim mantêm o diálogo, com reuniões recentes em Estocolmo e expectativa de ampliar as compras chinesas de produtos agrícolas americanos.
Fonte: CBS