A auditora forense Carolyn Feinstein, que trabalhava há uma década no Departamento de Justiça dos EUA, foi demitida no dia 18 de julho por meio de um e-mail lacônico enviado ao seu endereço pessoal. A demissão aconteceu poucos dias após a divulgação do aplicativo “ICEBlock”, desenvolvido por seu marido, que permite aos usuários reportar em tempo real atividades do ICE (agência de imigração dos EUA). O app, gratuito e anônimo, se tornou popular em meio ao endurecimento das políticas migratórias do governo Trump.
O governo alega que Feinstein foi demitida por “falta de sinceridade” durante uma investigação interna, mas ela afirma ter declarado sua participação na empresa do marido em documentos oficiais. Ela possui 20% da empresa, segundo seu advogado, apenas para garantir a continuidade do negócio em caso de emergência. A demissão é parte de uma série de dispensas de funcionários do Departamento de Justiça neste ano, muitas ligadas a retaliações políticas, especialmente contra quem atuou em investigações ligadas ao ex-presidente Trump ou aos eventos de 6 de janeiro.
O Departamento defendeu a demissão alegando que o app "coloca em risco a vida de agentes do ICE". Feinstein, por sua vez, afirma que amava seu trabalho e que sua saída compromete a eficiência da agência em que atuava, que já enfrenta escassez de pessoal. Ela pretende recorrer da demissão, mas o órgão responsável pelos recursos está sobrecarregado de processos.
Fonte: CBS