O governo dos Estados Unidos iniciou o envio de cerca de 2 mil agentes federais para a região de Minneapolis–Saint Paul, ampliando de forma significativa a ofensiva migratória e as investigações sobre um amplo esquema de fraudes no estado de Minnesota, segundo autoridades ouvidas pela CBS News.
A operação envolve agentes do setor de deportações do ICE e do Homeland Security Investigations (HSI), responsável por crimes transnacionais. O destacamento, previsto para durar 30 dias, inclui equipes táticas e um comando multilayer, tornando-se uma das maiores concentrações recentes de forças do Departamento de Segurança Interna em uma cidade americana.
O movimento ocorre após inspeções em dezenas de endereços e em meio ao aprofundamento de investigações sobre desvios bilionários em programas federais, como auxílio alimentar e assistência infantil. Desde 2021, mais de 90 pessoas foram acusadas e mais de 60 já foram condenadas.
Autoridades afirmam que até 600 agentes do HSI e até 1.500 oficiais do ICE podem circular pela região ao longo do mês. O comandante Gregory Bovino, envolvido em operações controversas em outras grandes cidades, deve liderar parte da ação.
A mobilização intensificou prisões em áreas com forte presença de imigrantes, gerando protestos e medo, sobretudo entre a comunidade somali-americana. O presidente Donald Trump vem citando a Somália de forma agressiva para justificar deportações em massa, com declarações classificadas como ofensivas por críticos e organizações civis.
Paralelamente, Minnesota enfrenta pressão política. O governador Tim Walz, alvo de críticas sobre o combate às fraudes, anunciou que não tentará um novo mandato. O governo federal congelou US$ 185 milhões em repasses para programas de assistência infantil, o que, segundo autoridades locais, pode prejudicar famílias e negócios que dependem desses recursos.
Fonte: CBS

