O governo Trump anunciou a retomada das chamadas "checagens de vizinhança" para avaliar pedidos de cidadania norte-americana, uma prática pouco usada desde 1991. Segundo um memorando obtido pela CBS News, oficiais de imigração poderão realizar investigações presenciais, entrevistando vizinhos, colegas de trabalho e empregadores dos solicitantes.
O objetivo, de acordo com a administração, é garantir que os candidatos cumpram os requisitos de naturalização, como ter “bom caráter moral”, respeito à Constituição e disposição para a “ordem e felicidade dos EUA”. Até então, a análise se baseava sobretudo em verificações criminais e de antecedentes feitas pelo FBI.
O memorando determina o fim da isenção geral dessas investigações, cabendo agora aos oficiais decidir caso a caso. Solicitantes são incentivados a apresentar cartas testemunhais espontaneamente, sob risco de terem o processo atrasado ou impactado por uma investigação de vizinhança.
Críticos dizem que a medida visa intimidar imigrantes e pode desestimular pedidos de cidadania. A ex-comissária do antigo INS, Doris Meissner, classificou o retorno da prática como “anacrônico” e de baixa eficácia, destacando que outras ferramentas já existem para barrar candidatos problemáticos.
Fonte: CBS