A temporada de furacões de 2025 começou a mostrar sua intensidade em agosto, como já vinha sendo previsto por meteorologistas. Neste fim de semana, o Atlântico ganhou vida com a formação da tempestade tropical Dexter, que se desenvolveu mais rapidamente do que o esperado graças às águas excepcionalmente quentes entre o sudeste dos Estados Unidos e Bermudas.
Dexter, no entanto, não representa ameaça direta a áreas habitadas. A expectativa é que a tempestade siga para alto-mar, contornando a borda oeste do sistema de alta pressão das Bermudas. Ainda assim, seu surgimento é apenas o começo de uma sequência de eventos climáticos que podem impactar a costa leste dos EUA nas próximas semanas.
O mesmo sistema frontal que deu origem a Dexter pode gerar um novo distúrbio tropical nos próximos dias. Apesar dos modelos ainda mostrarem pouca confiança em sua intensificação, esse novo sistema poderá ser empurrado em direção à Flórida, Geórgia ou Carolinas entre o fim da semana e o final de semana. A princípio, ele pode trazer chuvas, mas o calor recorde das águas aumenta o potencial de intensificação.
Além disso, uma forte onda tropical deixou a costa da África nas últimas 24 horas. Os modelos sugerem que esse sistema tem boas chances de se tornar a primeira tempestade nomeada significativa — e possivelmente o primeiro furacão da temporada — ainda neste fim de semana ou no início da próxima semana, no Atlântico central. A maioria das previsões indica que ele não atingirá o Caribe, mas seu trajeto futuro ainda divide os principais modelos meteorológicos.
E não para por aí: novas ondas tropicais devem atravessar o Atlântico nas próximas semanas. A previsão é de que o ambiente continue propício para a formação de novos sistemas, especialmente nas áreas com temperaturas do mar mais elevadas, como nas proximidades do território continental dos EUA.
Fonte: Local 10