Um júri do condado de Miami-Dade absolveu o empresário do setor imobiliário George Pino, de 55 anos, das acusações de homicídio culposo e homicídio náutico relacionadas a um acidente de barco ocorrido em setembro de 2022 que resultou na morte de uma adolescente de 17 anos.
A decisão foi tomada após cerca de duas horas de deliberação na segunda-feira. Pino, que não prestou depoimento durante o julgamento, se emocionou ao ouvir o veredito e foi visto abraçando familiares no tribunal.
O caso envolveu a morte de Lucy Fernandez, amiga de sua filha, durante um passeio realizado no fim de semana do feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. Segundo as autoridades, Pino conduzia uma embarcação de aproximadamente nove metros quando colidiu com um marcador de navegação no canal Cutter Bank, em Miami-Dade.
Lucy sofreu ferimentos graves e morreu no dia seguinte. Outras pessoas que estavam a bordo, incluindo a esposa de Pino, sua filha — que comemorava aniversário — e diversos adolescentes convidados, também ficaram feridas. Uma das jovens sofreu lesões consideradas catastróficas e necessita de cuidados médicos permanentes.
Durante o julgamento, a promotoria argumentou que Pino cometeu uma série de erros ao conduzir a embarcação, incluindo falta de atenção, velocidade excessiva e navegação fora da rota adequada do canal. Os promotores alegaram ainda que ele consumiu bebida alcoólica antes do acidente e forneceu informações incorretas sobre as circunstâncias da colisão.
A defesa, por sua vez, sustentou que o empresário cometeu um erro de julgamento, mas não agiu de forma criminosa ou imprudente. Os advogados afirmaram que a visibilidade do marcador poderia ter sido prejudicada pela posição dos passageiros na parte frontal do barco e ressaltaram que Pino não foi acusado de dirigir sob influência de álcool.
A defesa também argumentou que o empresário sofreu uma concussão e lesão cerebral traumática durante o acidente, o que poderia explicar inconsistências em suas lembranças sobre o ocorrido.
Após o veredito, a procuradora estadual Katherine Fernandez Rundle declarou que respeita a decisão do júri, embora discorde do resultado. Ela afirmou que a tragédia continuará impactando profundamente as famílias envolvidas.
O julgamento durou cerca de duas semanas e contou com depoimentos de sobreviventes, familiares, agentes da lei e equipes de resgate que atenderam à ocorrência.
Fonte: ABC

