A taxa de desemprego na Flórida registrou alta em janeiro e passou a preocupar autoridades locais. Segundo dados divulgados pelo Departamento de Comércio, o índice subiu para 4,5%, um aumento de 0,2 ponto percentual em relação a dezembro — tornando o estado o único do país a apresentar variação no período.
Apesar da criação de 23.800 vagas no setor privado no mês, o balanço dos últimos 12 meses ainda é negativo, com perda de cerca de 9 mil postos de trabalho. Setores importantes da economia foram impactados, como atividades financeiras (-9.200 vagas), construção (-8.800) e lazer e hospitalidade (-4.800).
Por outro lado, áreas como saúde, educação e manufatura apresentaram crescimento. O setor de saúde liderou a geração de empregos no período, com aumento de 38 mil vagas ao longo do último ano.
O senador Rick Scott demonstrou preocupação com os dados, destacando que o estado não deveria estar perdendo empregos nem superando a média nacional de desemprego, atualmente em 4,3%. Para ele, a criação de empregos precisa ser a principal prioridade.
Atualmente, cerca de 499 mil pessoas estão desempregadas na Flórida, dentro de uma força de trabalho de mais de 11 milhões. O número representa um aumento de 20 mil pessoas em relação ao mês anterior.
Regionalmente, a área de Miami-Fort Lauderdale-West Palm Beach apresenta a menor taxa de desemprego do estado, com 3,9%. Já regiões como The Villages enfrentam índices mais elevados, chegando a 9%.
O aumento ocorre após uma sequência de cinco altas consecutivas na taxa de desemprego desde julho, indicando um possível enfraquecimento gradual do mercado de trabalho no estado.
Fonte: NBC

