O diretor interino do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE), Todd Lyons, pretende deixar o cargo até o fim da primavera americana, após mais de um ano à frente da agência em um dos períodos mais intensos da política migratória do governo Donald Trump. A informação foi confirmada por autoridades do governo à CBS News.
Veterano do ICE há duas décadas, Lyons deve encerrar suas funções em 31 de maio e migrar para o setor privado. Segundo relatos, a decisão também está ligada ao desejo de passar mais tempo com a família em Massachusetts.
A saída ocorre em um momento sensível: o ICE está no centro das políticas de deportação em massa defendidas por Trump, que vêm gerando forte polarização política e críticas de parlamentares democratas e entidades de direitos civis. A agência, inclusive, enfrenta dificuldades de financiamento em meio a um impasse no Congresso.
Ainda não há definição sobre quem assumirá o comando. O cargo tem sido ocupado por diretores interinos há quase uma década, sem confirmação formal pelo Senado desde o fim do governo Obama. A escolha do substituto será uma das primeiras decisões importantes do novo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin.
Durante sua gestão, Lyons apoiou publicamente a linha dura do governo, mas também adotou posições internas mais cautelosas, como a priorização de deportações de imigrantes com antecedentes criminais. Ele também esteve à frente da expansão do efetivo da agência, impulsionada por um pacote de US$ 75 bilhões aprovado para reforçar a fiscalização migratória.
Por outro lado, medidas adotadas sob sua liderança ampliaram a controvérsia, como a autorização para que agentes entrassem em residências sem mandado judicial em determinadas operações — uma mudança significativa nas práticas da agência.
O ICE também enfrentou críticas após operações em grandes cidades e episódios de violência envolvendo civis, o que intensificou o debate sobre os limites e a atuação da agência no país.
Fonte: CBS

