Os Estados Unidos irão implementar, ainda em 2026, um novo sistema que registra automaticamente jovens homens no banco de dados do Selective Service, programa federal que reúne informações de cidadãos aptos para um eventual recrutamento militar.
A medida não representa a volta do serviço militar obrigatório, mas altera a forma de registro, que até então precisava ser feito manualmente pelos próprios jovens ao completarem 18 anos. Com a nova regra, o governo utilizará dados já disponíveis em sistemas oficiais — como os da Previdência Social — para incluir automaticamente homens entre 18 e 25 anos.
Segundo autoridades, o objetivo é aumentar a eficiência e garantir que o sistema esteja completo caso seja necessário ativar um recrutamento em situações extremas, como guerras ou emergências nacionais. Atualmente, as Forças Armadas dos EUA são compostas por voluntários, e qualquer convocação obrigatória dependeria de aprovação do Congresso e do presidente.
O registro no Selective Service já é exigido há décadas e também se aplica a imigrantes do sexo masculino que vivem legalmente no país dentro da faixa etária. No entanto, muitos jovens deixavam de se registrar, o que poderia gerar penalidades, como perda de acesso a benefícios federais e dificuldades para conseguir empregos públicos.
Com a automatização, a expectativa é reduzir essas falhas e ampliar a cobertura do sistema.
A mudança ocorre em meio a um cenário internacional de maior tensão geopolítica, o que tem impulsionado debates sobre segurança nacional. Apesar disso, mulheres ainda não estão incluídas no registro automático, embora a possibilidade siga em discussão nos Estados Unidos.

