O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende assinar uma ordem executiva para garantir o pagamento imediato dos agentes da Administração de Segurança nos Transportes (TSA), em meio à paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna (DHS), que já se arrasta há semanas.
Segundo Trump, a medida é necessária diante do que classificou como uma “situação de emergência”. O anúncio foi feito em sua rede social e reforçado durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, onde o presidente indicou que pode adotar “medidas drásticas” caso o impasse no Congresso não seja resolvido rapidamente.
Ainda não está claro qual será a base legal da decisão, já que a Constituição dos EUA atribui ao Congresso o controle sobre os gastos públicos. De acordo com um alto funcionário do governo, os pagamentos aos agentes da TSA seriam feitos com recursos já aprovados anteriormente pelo Legislativo, por meio de uma ampla lei orçamentária sancionada no ano passado.
A estratégia de redirecionar verbas não é inédita. Durante uma paralisação anterior, o governo utilizou fundos de outras áreas, como o orçamento do Departamento de Defesa, para manter pagamentos a militares e membros da Guarda Costeira.
Enquanto isso, as negociações no Congresso seguem travadas. Republicanos e democratas continuam em desacordo principalmente sobre o financiamento do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) e possíveis reformas na política migratória. Uma tentativa recente de votação no Senado fracassou por não alcançar o número mínimo de votos necessários.
Mesmo com o Congresso prestes a entrar em recesso, parlamentares democratas afirmam que as negociações ainda estão em andamento, apesar das críticas de líderes republicanos, que acusam a oposição de não colaborar para encerrar a crise.
A paralisação já afeta diretamente o funcionamento de serviços essenciais, como a segurança aeroportuária, com relatos de longas filas e aumento nas ausências de agentes da TSA, que estão trabalhando sem pagamento.
Fonte: ABC

