Os Estados Unidos registraram o menor nível de liberdade já medido desde 1972, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (19) pela organização Freedom House. Apesar de ainda serem classificados como um país “livre”, os EUA tiveram sua pontuação reduzida para 81 em uma escala de 0 a 100.
De acordo com a ONG, o recuo está relacionado ao aumento do poder do Executivo, à disfunção do sistema legislativo e à crescente pressão sobre a liberdade de expressão. O relatório também cita tentativas do governo de enfraquecer mecanismos de combate à corrupção.
A Freedom House atribui parte desse cenário às ações do presidente Donald Trump, incluindo o fechamento de agências governamentais e o reforço de operações de imigração com agentes armados e encapuzados. O governo também reduziu o financiamento da própria organização, que tradicionalmente recebe recursos públicos para promover a democracia.
No ranking global, os EUA aparecem atrás de diversos países europeus e no mesmo nível de nações como África do Sul, Coreia do Sul e Panamá. A queda de três pontos foi uma das maiores entre países considerados “livres”, igualando-se à registrada pela Bulgária.
O relatório também aponta uma tendência global de deterioração democrática. Em 2025, a liberdade no mundo caiu pelo 20º ano consecutivo, com apenas 21% da população vivendo em países classificados como livres.
Segundo a organização, golpes militares, repressão a protestos e enfraquecimento institucional têm impulsionado o retrocesso, especialmente na África. Em contraste, Bolívia, Malaui e Fiji avançaram para a categoria de países “livres” após melhorias em seus sistemas políticos.
A Finlândia foi o único país a alcançar a pontuação máxima de 100, enquanto o Sudão do Sul ficou na última posição, com nota zero.
Fonte: Terra

