O FBI alertou autoridades policiais da Califórnia sobre a possibilidade de um ataque com drones iranianos na costa oeste dos Estados Unidos, segundo reportagem divulgada nesta quarta-feira (11) pela rede ABC News. A ameaça estaria relacionada a possíveis ações de retaliação do Irã após os recentes ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel no Oriente Médio.
De acordo com a emissora, o alerta foi enviado a forças policiais do estado após a agência de inteligência receber informações de que o Irã “parece pretender conduzir um ataque surpresa utilizando veículos aéreos não tripulados”, especialmente contra alvos não especificados na Califórnia.
Ainda segundo a ABC News, o plano indicaria que os drones poderiam ser lançados a partir de uma embarcação próxima à costa dos Estados Unidos.
Suspeita de “células adormecidas”
Fontes do governo norte-americano também afirmaram à emissora que agências de inteligência interceptaram comunicações criptografadas enviadas do Irã para possíveis agentes ou “células adormecidas” espalhadas pelo mundo.
Essas células seriam grupos secretos ligados às forças iranianas que poderiam ser ativados para realizar ataques pontuais ou atentados em diferentes países.
Trump diz que EUA estão atentos
Apesar das informações sobre a ameaça, o presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira que não está preocupado com possíveis ataques em território americano.
Ainda assim, o governo afirmou que os Estados Unidos estão “muito atentos” para monitorar qualquer sinal de mobilização de agentes iranianos no exterior.
Escalada de tensão no Oriente Médio
A tensão ocorre desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, desencadeando uma série de confrontos na região.
Desde então, o Irã tem realizado ataques com mísseis e drones contra países do Golfo Pérsico aliados dos EUA ou que abrigam bases militares americanas.
Ataques no Estreito de Ormuz
A escalada também tem afetado o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
Nesta quarta-feira, ao menos três navios foram atacados na região, segundo autoridades marítimas internacionais. Entre as embarcações atingidas estão:
- Um graneleiro com bandeira da Tailândia, cujo ataque deixou três tripulantes desaparecidos;
- O porta-contêineres japonês One Majesty, que sofreu danos leves;
- O graneleiro Star Gwyneth, com bandeira das Ilhas Marshall, que teve o casco danificado.
A agência marítima britânica UKMTO afirmou que 14 incidentes contra navios já foram registrados na região desde o início do conflito.
O Irã também reivindicou ataques contra algumas embarcações e ameaçou bloquear o tráfego no estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.
Trump pede que navios continuem navegando
Mesmo diante das ameaças, Trump afirmou que navios comerciais devem continuar navegando pelo Estreito de Ormuz, ignorando os avisos de Teerã.
O governo americano também avalia enviar navios de guerra para escoltar embarcações comerciais que transitam pela região.
Conflito se espalha pela região
Além das tensões marítimas, ataques recentes também atingiram vários países do Golfo Pérsico.
Explosões foram registradas em Doha, no Catar, enquanto drones caíram perto do aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A Arábia Saudita informou ter interceptado drones que seguiam em direção a um campo petrolífero e a uma base aérea com presença militar americana.
Novo líder iraniano
Em meio à guerra, autoridades iranianas afirmaram que o novo líder supremo do país, aiatolá Mojtaba Khamenei, está “são e salvo”, apesar de ter sofrido ferimentos durante o conflito.
Ele assumiu a liderança após a morte de Ali Khamenei, que foi morto nos bombardeios realizados no primeiro dia da guerra.
Fonte: G1

