Ghislaine Maxwell, ex-associada de Jeffrey Epstein, invocou seu direito constitucional de permanecer em silêncio e se recusou a responder perguntas durante um depoimento virtual ao Comitê de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara dos Representantes, na segunda-feira.
O advogado de Maxwell afirmou que ela estaria disposta a colaborar com a investigação do Congresso caso o presidente Donald Trump conceda clemência. Segundo ele, Maxwell estaria preparada para afirmar que Trump é “inocente de qualquer irregularidade”, assim como o ex-presidente Bill Clinton.
O presidente do comitê, deputado James Comer, disse que a recusa foi “muito decepcionante” e que os parlamentares pretendiam questioná-la sobre os crimes cometidos por ela e Epstein, além de possíveis cúmplices. O comitê ainda tem outros cinco depoimentos agendados, incluindo integrantes do círculo próximo de Epstein, como o empresário Les Wexner, o contador Richard Kahn e o advogado Darren Indyke.
Em nota lida ao comitê, o advogado David Markus explicou que Maxwell optou pelo silêncio devido a um recurso judicial pendente em um tribunal federal de Nova York. Ele reforçou, porém, que existe um “caminho simples” para que ela fale: a concessão de clemência presidencial.
Parlamentares democratas criticaram a postura de Maxwell, afirmando que ela estaria tentando proteger outras pessoas e buscando apoio político para conseguir um perdão. O deputado Robert Garcia afirmou que ela recebeu “tratamento especial” ao ser transferida para uma prisão de segurança mínima no Texas após se reunir, no ano passado, com o vice-procurador-geral.
Maxwell foi condenada em 2021 por tráfico sexual de menores e cumpre pena de 20 anos de prisão. Promotores afirmam que ela teve papel central no esquema de Epstein, ajudando a recrutar, manipular e abusar de vítimas menores de idade por cerca de uma década.
O caso voltou ao centro do debate após a aprovação da chamada Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada por Trump, que determinou a divulgação de documentos do Departamento de Justiça relacionados às investigações.
Fonte: CBS

