Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) registraram taxa recorde de deformações em peixes no litoral norte do Espírito Santo. O estudo constatou que 60,5% dos exemplares de Stellifer naso apresentavam anomalias.
A espécie é popularmente conhecida como cabeçudo-preto ou tambor-estrela.
O percentual com malformação supera os registros anteriores descritos na literatura científica brasileira. Até então, o maior índice era de 27,1%, observado em bagres da espécie Cathorops spixii.
Publicado na revista Ocean and Coastal Research, o trabalho aponta que a alta incidência de deformidades pode estar relacionada à contaminação ambiental persistente causada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

