Pouco depois de completar 20 anos, o seringueiro e agricultor familiar, Augusto Bezerra da Silva, hoje com 65, foi diagnosticado com uma doença rara que afetou drasticamente sua vida, no interior do Acre.
Conhecida como Doença Jorge Lobo ou lobomicose, a enfermidade causa lesões nodulares parecidas com queloides em diferentes partes do corpo como orelhas, pernas e braços.
Endêmica da Amazônia Ocidental, a DJL, como também é chamada, traz um impacto psicológico profundo já que mexe com a autoestima do paciente que, muitas vezes, acaba saindo do convívio comunitário e se isolando em razão do estigma.
No caso de seu Augusto, a doença o levou a interromper o trabalho, à medida que os caroços apareciam no seu rosto, causando dor, coceira e inflamação. O quadro se agrava ainda mais com a exposição ao sol.
O problema que eu passei não foi fácil. Você, novinho, você se acha perfeito, sem defeito. Aí depois você tem que se isolar, sem ter como, para melhor dizer, ser liberto. Se colocar isolado com a idade de 20 anos, até perto da idade de 65 não é fácil mesmo, disse seu Augusto à
Agência Brasil.

