A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro afirmou ter sido vítima de abuso sexual e violência doméstica durante o relacionamento de 19 anos com o empresário italiano Paolo Zampolli, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
Segundo Amanda, os episódios de violência ocorreram ao longo do relacionamento, iniciado quando ela ainda era jovem. Ela relata que sofreu abuso sexual em uma mansão onde vivia com o então companheiro, em Nova York. De acordo com seu depoimento, Zampolli teria admitido ter tido relações com ela enquanto estava inconsciente, após uma festa, e reagido com deboche ao ser confrontado.
A brasileira também afirma ter sido agredida fisicamente após recusar relações sexuais em outra ocasião. O episódio teria motivado a abertura de um processo judicial em 2018, na Suprema Corte de Nova York, como parte do esforço para encerrar o relacionamento.
Amanda diz que as agressões começaram após o nascimento do filho do casal, hoje com 15 anos. Ela também relata que o comportamento do empresário se agravou ao longo dos anos, incluindo um estilo de vida marcado por festas frequentes e ausência durante momentos importantes, como o nascimento do filho.
O relacionamento do casal teria sido impactado pela proximidade de Zampolli com Donald Trump, especialmente após a eleição presidencial de 2016. Segundo Amanda, a dinâmica mudou significativamente, com maior envolvimento em eventos ligados ao então presidente e à primeira-dama, Melania Trump.
A separação do casal ganhou atenção da imprensa americana em 2018, quando surgiram disputas legais sobre o status da união e possíveis direitos financeiros. À época, Zampolli alegou que o relacionamento não configurava casamento formal.
Após uma tentativa de reconciliação, o casal se separou definitivamente anos depois. Desde então, Amanda disputa judicialmente a guarda do filho. Em outubro de 2025, ela retornou ao Brasil após ser deportada dos Estados Unidos. A ex-modelo afirma que o ex-companheiro utilizou sua influência para provocar sua prisão e deportação — acusação que ele nega.
Em declaração ao jornal, Zampolli disse desejar “o melhor” para Amanda e classificou como “absurdas” as alegações relacionadas à deportação.
Fonte: O Globo

