O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, durante discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que não pretende usar força militar para adquirir a Groenlândia, embora tenha reiterado que considera a ilha estratégica para a segurança americana. Foi a primeira vez que Trump descartou explicitamente o uso das Forças Armadas para assumir o controle do território semiautônomo ligado à Dinamarca.
Em um tom duro, o presidente criticou aliados da Otan, classificando-os como parceiros pouco confiáveis, e direcionou parte das falas a países europeus, incluindo o Reino Unido, que, segundo ele, tornaram-se “irreconhecíveis — e não de forma positiva”. Trump também defendeu que apenas os Estados Unidos teriam capacidade real de proteger a Groenlândia diante de ameaças modernas, como mísseis e armas nucleares.
“Não quero usar força. Não preciso usar força. Não vou usar força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia”, afirmou, acrescentando que busca “negociações imediatas” para adquirir o território.
Trump rejeitou a ideia de que o interesse americano esteja ligado a minerais estratégicos e sustentou que a posse da ilha seria necessária por razões legais e psicológicas. “Você não defende um território com um contrato de aluguel”, disse, argumentando que a propriedade plena permitiria a instalação de um grande sistema de defesa antimísseis.
As declarações ocorrem em meio a forte oposição de aliados comerciais e militares dos EUA à proposta. Trump chegou a ameaçar impor tarifas de 10% a países que não apoiassem sua iniciativa, o que contribuiu para a queda dos principais índices de Wall Street, que tiveram seu pior desempenho desde outubro.
Fonte: CBS

