A família de um homem acusado de realizar um ataque com coquetéis molotov contra manifestantes pró-Israel em Boulder, nos Estados Unidos, teve a libertação ordenada por um juiz federal — mas continua detida pelas autoridades de imigração.
A esposa do suspeito, Hayam El Gamal, e os cinco filhos do casal estão sob custódia há mais de dez meses em um centro de detenção familiar no Texas. Apesar da decisão judicial emitida na segunda-feira (21), o advogado da família afirmou que eles ainda não foram liberados. Uma nova audiência está marcada para quinta-feira.
Segundo a defesa, a Justiça considerou que a detenção da família viola a Constituição americana, já que não há evidências de envolvimento deles no ataque. O principal acusado, Mohamed Sabry Soliman, de 45 anos, responde a mais de 100 acusações, incluindo homicídio e tentativa de homicídio, e se declarou inocente.
O Departamento de Segurança Interna (DHS), por outro lado, defende a manutenção da custódia e reforça que Soliman é responsável por um ataque classificado como terrorista. Em nota, uma autoridade do órgão criticou a decisão judicial e afirmou que o governo continuará buscando a deportação de pessoas sem status legal no país.
O caso também levanta preocupações sobre as condições de detenção. De acordo com o advogado, El Gamal precisou ser levada ao hospital recentemente após relatar dores persistentes no peito, sem diagnóstico adequado. O DHS nega falhas no atendimento médico e afirma que oferece cuidados completos aos detidos.
A situação reacende o debate sobre políticas migratórias e o tratamento de familiares de suspeitos de crimes nos Estados Unidos.
Fonte: ABC

