Autoridades do estado de Minnesota entraram com uma ação judicial contra o governo do presidente Donald Trump, alegando que foram impedidas de acessar provas essenciais em investigações sobre tiroteios envolvendo agentes federais de imigração. O processo foi protocolado na terça-feira e envolve os casos das mortes de Renee Good, Alex Pretti e Julio Sosa-Celis.
A ação foi movida pelo procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, pela promotora do condado de Hennepin, Mary Moriarty, e pelo superintendente do Bureau de Investigação Criminal do estado, Drew Evans. Eles acusam o governo federal de descumprir promessas iniciais de cooperação nas investigações.
Segundo o processo, cabe ao estado investigar e processar crimes ocorridos em seu território, incluindo homicídios e tentativas de homicídio. Para isso, argumentam as autoridades, é fundamental ter acesso completo às evidências.
“É um atributo central da soberania estadual garantir que essas investigações sejam completas e baseadas em todas as provas relevantes”, afirma o documento.
Os autores da ação dizem que o governo federal tem adotado medidas deliberadas para impedir o acesso às evidências relacionadas aos tiroteios, que ocorreram após o lançamento da operação “Metro Surge”, uma ofensiva migratória conduzida pelo governo Trump em Minnesota. No caso de Alex Pretti, ele foi baleado por agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) que apoiavam a operação do ICE.
Um dos exemplos citados no processo é o caso de Renee Good, morta em 7 de janeiro. De acordo com as autoridades estaduais, o carro da vítima permanece lacrado em uma instalação do FBI em Minnesota e ainda não foi analisado ou periciado pelas autoridades locais.
A ação foi apresentada em um tribunal federal em Washington, D.C., e pede que a Justiça declare ilegal a retenção de provas por parte do governo federal.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário sobre o caso.
Fonte: ABC

