O diretor do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), Joseph Edlow, afirmou que o atual teste de cidadania do país é “brando demais” e precisa ser reformulado. A discussão ganhou força após dois ataques violentos ocorridos recentemente em território americano, que reacenderam o debate sobre segurança nacional e processos de verificação no sistema migratório.
Em um dos casos, um homem avançou com um veículo contra a sinagoga Temple Israel, em West Bloomfield Township, no estado de Michigan, ferindo um segurança. Autoridades classificaram o episódio como um ato direcionado contra a comunidade judaica. No mesmo dia, outro ataque ocorreu na Old Dominion University, em Norfolk, Virgínia. Segundo autoridades, um veterano militar e apoiador do grupo extremista ISIS abriu fogo dentro de uma sala de aula do programa ROTC, deixando dois mortos — incluindo o atirador — e dois feridos.
Edlow, que assumiu o cargo em agosto de 2025, afirmou em entrevista ao Fox News Digital que o teste de naturalização precisa refletir melhor o conhecimento e o nível de integração que, segundo ele, deveriam ser exigidos para se tornar cidadão americano.
Atualmente, candidatos à cidadania precisam acertar seis de dez perguntas de um questionário selecionado aleatoriamente de uma lista de 100 questões sobre temas como Constituição, história dos Estados Unidos, geografia e responsabilidades cívicas. Além disso, devem ler uma frase em inglês em voz alta e escrever uma frase simples corretamente.
Para Edlow, esse formato é insuficiente. Ele defende que o exame avalie de forma mais profunda os princípios do país e que o domínio do inglês seja observado ao longo de toda a entrevista de naturalização, e não apenas em exercícios específicos de leitura e escrita.
Segundo o diretor, os avaliadores deveriam conversar mais com os candidatos durante o processo e até reformular algumas perguntas para verificar se o solicitante realmente compreende o idioma e os conceitos apresentados.
Edlow também mencionou uma ordem executiva recente que declara o inglês como língua nacional, destacando que a fluência no idioma é uma parte essencial do chamado “sonho americano”.
Além da proposta de mudança no teste de cidadania, o diretor criticou o funcionamento do programa de vistos H-1B, que permite que empresas americanas contratem trabalhadores estrangeiros altamente qualificados em áreas especializadas.
De acordo com ele, algumas empresas estariam contratando profissionais estrangeiros altamente qualificados, mas pagando salários baixos, o que poderia prejudicar trabalhadores americanos, especialmente nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).
O tema tem provocado divisões dentro do Partido Republicano. Enquanto setores populistas criticam o programa, empresários e líderes do setor tecnológico defendem sua manutenção. O empresário Elon Musk, por exemplo, declarou apoio ao programa e criticou duramente seus opositores dentro do partido.
Edlow afirmou que o USCIS pretende reforçar a fiscalização do programa em parceria com o Departamento do Trabalho, verificando se os salários e as funções oferecidas correspondem ao que foi declarado pelas empresas.
O diretor também indicou que o governo estuda revisar novamente a chamada regra de “public charge”, que pode impedir a concessão de residência permanente para imigrantes considerados dependentes de assistência pública.
Por fim, ele destacou que o grande acúmulo de processos pendentes no USCIS representa um risco operacional e até de segurança nacional. Edlow prometeu reduzir o atraso nas análises, mas afirmou que a prioridade continuará sendo preservar a integridade e a segurança do sistema migratório.
Fonte: FOX

