O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) anunciou nesta quarta-feira que vai aumentar em US$ 1.600 o valor pago a imigrantes em situação irregular que optarem por deixar o país voluntariamente. O incentivo, que antes era de US$ 1.000, passa agora a ser de US$ 2.600 para quem utilizar o aplicativo CBP Home, da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), para registrar a chamada “autodeportação”.
Segundo o DHS, desde janeiro de 2025, cerca de 2,2 milhões de pessoas teriam deixado os EUA voluntariamente, sendo que “dezenas de milhares” teriam usado o aplicativo. No entanto, um relatório do Brookings Institution divulgado na semana passada questiona a confiabilidade desses números e afirma que os dados do departamento “não devem ser considerados uma fonte séria”.
Em comunicado, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o aumento do valor é uma forma de “celebrar um ano desta administração”. “Os contribuintes americanos estão generosamente aumentando o incentivo para que quem está ilegalmente no país saia voluntariamente, oferecendo um bônus de saída de US$ 2.600. Imigrantes ilegais deveriam aproveitar esse ‘presente’ e se autodeportar, porque, se não fizerem isso, nós os encontraremos, prenderemos e eles nunca mais voltarão”, declarou.
De acordo com o DHS, o valor ampliado pode ser temporário. Nos últimos meses, o departamento investiu milhões de dólares em campanhas publicitárias promovendo a autodeportação, destacando o pagamento anterior de US$ 1.000 e a oferta de passagem aérea para quem aderisse ao programa.
O governo não informou quanto já foi gasto com os pagamentos feitos a pessoas que deixaram o país voluntariamente.
O DHS também informou que, no primeiro ano do novo mandato de Trump, foram realizadas 675 mil deportações. Já o relatório do Brookings Institution estima um número bem menor, entre 310 mil e 315 mil remoções em 2025.
A deportação de imigrantes em situação irregular foi uma das principais promessas de campanha de Trump. No entanto, defensores de direitos civis afirmam que, em alguns casos, as ações do ICE e da Patrulha de Fronteira têm sido excessivas.
Fonte: ABC

