O responsável pela política de fronteiras do governo Trump, Tom Homan, anunciou nesta quarta-feira (4) a retirada imediata de 700 agentes federais que atuavam em Minnesota como parte da chamada “Operation Metro Surge”, uma ofensiva migratória que já dura meses no estado.
Segundo Homan, após a redução, cerca de 2 mil agentes ainda permanecerão em Minnesota. Antes do reforço federal, o efetivo era de aproximadamente 150 agentes.
O anúncio ocorre um dia depois de o comissário do Departamento de Correções de Minnesota, Paul Schnell, afirmar que havia “conversas” em andamento com o governo federal sobre uma possível redução da presença de agentes, mas que os detalhes ainda eram “vagos” e não havia sinais concretos de retirada.
Homan afirmou que a decisão foi possível graças ao que classificou como uma “cadeia de comando unificada” e à “cooperação sem precedentes” das autoridades locais. Ele também declarou que o objetivo do governo é encerrar completamente a operação assim que possível, mas condicionou essa medida ao fim de “atividades ilegais e ameaçadoras contra o ICE e seus parceiros federais” na comunidade.
A redução não inclui agentes responsáveis por segurança e resposta a incidentes considerados hostis.
A operação federal em Minnesota tem sido alvo de intensos questionamentos públicos e políticos, especialmente após dois episódios fatais envolvendo agentes federais na região de Minneapolis. Em meio às críticas, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, anunciou que todos os agentes federais em Minneapolis passarão a usar câmeras corporais.
Outros desdobramentos recentes incluem a visita da deputada Kelly Morrison ao prédio federal Whipple, onde classificou as condições como “inaceitáveis”, e a decisão de um juiz federal de revogar uma liminar relacionada à investigação da morte de Alex Pretti, baleado por agentes da Patrulha de Fronteira.
Homan também reiterou que o governo mantém como meta a realização de “deportações em massa”.
Fonte: CBS

