O comandante da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, Greg Bovino, está retornando a El Centro, na Califórnia, para reassumir o cargo de chefe do setor local, segundo disseram várias fontes à ABC News. A função de “comandante-geral”, que Bovino ocupava recentemente, era temporária.
A mudança ocorre enquanto Bovino e parte dos agentes da Patrulha de Fronteira deixam Minneapolis, no momento em que o czar da fronteira da Casa Branca, Tom Homan, chega à cidade para assumir o comando da operação federal.
Em comunicado divulgado na segunda-feira, a secretária-assistente do Departamento de Segurança Interna (DHS), Tricia McLaughlin, afirmou que Bovino “não foi destituído de suas funções” e o descreveu como “uma peça-chave da equipe do presidente e um grande americano”.
O presidente Donald Trump anunciou que enviaria Homan a Minneapolis, contornando a cadeia de comando tradicional, até então liderada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e por Bovino. “Ele não estava envolvido diretamente nessa área, mas conhece e gosta de muitas pessoas lá. Tom é duro, mas justo, e responderá diretamente a mim”, escreveu Trump nas redes sociais.
Segundo o New York Times, Noem e seu principal assessor, Corey Lewandowski, se reuniram com Trump por quase duas horas na segunda-feira, a pedido da própria secretária. Ainda de acordo com o jornal, o cargo de Noem não estaria ameaçado.
As tensões em torno da ampla ofensiva migratória do governo se intensificaram no fim de semana após a morte de Alex Pretti, baleado por agentes federais em Minneapolis no sábado. Vídeos do confronto mostram agentes usando spray de pimenta e imobilizando Pretti no chão antes do disparo fatal.
O DHS afirmou que Pretti se aproximou dos agentes portando uma pistola semiautomática calibre 9 mm e resistiu de forma violenta à tentativa de desarmá-lo. Autoridades locais contestam essa versão. O caso foi o segundo tiroteio fatal envolvendo agentes federais na cidade apenas neste mês.
Kristi Noem, Bovino e o diretor do FBI, Kash Patel, defenderam a atuação dos agentes. Noem disse que Pretti estaria “brandindo” uma arma e carregava vários carregadores com intenção de atacar os policiais — o que Bovino classificou como uma tentativa de “massacre”. Patel chegou a sugerir que portar uma arma durante um protesto seria ilegal.
Autoridades estaduais e municipais, no entanto, afirmam que Pretti portava a arma legalmente, com autorização para porte velado. Vídeos analisados e verificados pela ABC News não mostram Pretti apontando uma arma para os agentes; em vez disso, ele parece segurar um celular para gravar a ação no momento do confronto.
Fonte: ABC

