Autoridades mexicanas solicitaram esclarecimentos nesta quinta-feira após a morte, segundo o governo do México, de um cidadão mexicano em um centro de detenção de imigração na Geórgia, nos Estados Unidos. O óbito teria ocorrido na quarta-feira, em uma unidade administrada pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).
O consulado do México em Atlanta informou que está “monitorando de perto” o caso ocorrido no Centro de Detenção Robert A. Deyton, localizado na cidade de Clayton, ao sul de Atlanta, e mantém “comunicação permanente” com o escritório regional do ICE. As autoridades mexicanas pediram que “as circunstâncias do incidente sejam esclarecidas” e afirmaram colaborar para que a investigação seja conduzida de forma “rápida e transparente”.
O nome da vítima não foi divulgado, mas o consulado declarou que trabalha para que os restos mortais sejam repatriados ao México o mais rápido possível. Até o momento, autoridades americanas não comentaram publicamente o caso.
O episódio ocorre em meio ao aumento expressivo do número de pessoas detidas pelo ICE nos últimos anos. Dados da própria agência indicam que 2025 foi o ano mais letal para detentos sob custódia do ICE em duas décadas, com pelo menos 30 mortes registradas em centros de detenção. Somente neste ano, ao menos quatro pessoas já morreram enquanto estavam detidas.
Atualmente, mais de 68 mil adultos estavam sob custódia do ICE no fim de dezembro, quase o dobro do registrado no mesmo período de 2023. A agência também enfrenta forte escrutínio público após a morte de Renee Good, baleada por um agente de imigração em Minneapolis, caso que provocou protestos em várias cidades dos Estados Unidos.
Fonte: CBS

