A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) atualizou sua previsão para a temporada de furacões no Atlântico e manteve a expectativa de uma atividade abaixo da média em 2026.
A agência reduziu o número de tempestades nomeadas previstas para entre sete e 13, abaixo da estimativa anterior, que era de oito a 14. Desse total, entre duas e seis podem se transformar em furacões, enquanto nenhum ou até dois devem atingir a categoria de furacões de grande intensidade.
A NOAA também elevou para 75% a probabilidade de uma temporada abaixo do normal. Na previsão divulgada no fim de maio, essa chance era de 55%.
Até o momento, apenas duas tempestades nomeadas se formaram no Atlântico: Arthur e Bertha. Apesar de não terem atingido grande intensidade, Arthur provocou chuvas recordes e tornados na região da Costa do Golfo dos Estados Unidos.
Segundo o diretor do Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA, Ken Graham, a população não deve relaxar os preparativos.
“É importante se preparar para qualquer tempestade que tenha previsão de atingir sua região, mesmo que ela nunca alcance a força de um furacão”, afirmou.
De acordo com a NOAA, o principal fator para a redução da atividade no Atlântico é o fortalecimento do fenômeno El Niño, que aumenta o cisalhamento dos ventos na atmosfera e dificulta a formação e o desenvolvimento de ciclones tropicais.
Já no Oceano Pacífico Oriental, a previsão permanece inalterada. A expectativa é de uma temporada acima da média, também influenciada pelo El Niño.
A temporada oficial de furacões no Atlântico começou em 1º de junho e segue até 30 de novembro, com o período de maior atividade normalmente concentrado entre meados de agosto e o fim de setembro.
Fonte: ABC

