– O cinema brasileiro vive mais um momento marcante no exterior. Na 25ª edição do Los Angeles Latino International Film Festival (LALIFF), realizada entre os dias 27 e 31 de maio de 2026, em Hollywood, o Brasil foi o país latino com a maior presença na programação oficial, somando 19 produções entre curtas e longas-metragens.
O grande destaque foi a mostra especial ‘Brasil em Foco’, iniciativa dedicada a destacar a diversidade, a criatividade e a qualidade do audiovisual brasileiro contemporâneo. A seleção reuniu obras de variados estilos, temas e narrativas, oferecendo ao público norte-americano um panorama expressivo da nova geração de cineastas do país.
Fundado pelo ator Edward James Olmos e organizado pelo Latino Film Institute, o LALIFF é um dos principais festivais de cinema latino nos Estados Unidos. Ao longo de 25 anos, o evento se consolidou como uma vitrine para o cinema independente e um pilar de representatividade na indústria cinematográfica mundial.
À frente da curadoria da mostra brasileira esteve Mateus Hueb, gerente de programação do festival, que desempenhou um papel importante na construção da seleção ‘Brasil em Foco’. O trabalho de Hueb reforça o compromisso do LALIFF em abrir espaço para novos talentos e apresentar ao público norte-americano a diversidade do cinema produzido no Brasil, reunindo filmes que representam diferentes regiões e perspectivas do país e reforçando a força do audiovisual nacional no cenário internacional.
As exibições aconteceram no histórico TCL Chinese Theatre, proporcionando aos cineastas brasileiros uma vitrine internacional em um dos principais eventos voltados ao cinema latino.
Mostra "Brasil em Foco" destaca novos talentos do cinema nacionalA programação da mostra apresentou uma seleção de curtas-metragens que evidencia a força do cinema independente brasileiro. Entre os títulos exibidos estiveram:
•“Braza”
•“Jacaré”
•“Party Princess”
•“Samba Infinito”
•“Wait for Me”
•“Teia”, dirigido por Claudia Castro e estrelado por Lorena Comparato.
A lista de longas incluiu “Valentina”, de Tatti Ribeiro, que abriu o festival, e “Yellow Cake”, com direção de Tiago Melo. As produções selecionadas abordam temas de identidade, pertencimento e questões sociais, refletindo a pluralidade e o dinamismo do audiovisual brasileiro.
Projeção e expansão no mercado internacionalA forte participação no LALIFF acompanha o movimento recente de consolidação do cinema brasileiro em grandes festivais globais, como Cannes, Veneza, Berlim, Sundance e Toronto. Além da visibilidade com o público, o festival serve como ponte estratégica para que diretores e produtores independentes estabeleçam redes de contato com distribuidores e agentes internacionais, abrindo caminho para coproduções e novos lançamentos no exterior.
Com uma seleção focada na diversidade cultural e histórias universais, a participação brasileira na edição de 2026 reforça o papel do país como uma das principais referências do cinema na América Latina.

