A administração Trump ordenou que autoridades de imigração revisem os casos de refugiados admitidos nos Estados Unidos durante o governo de Joe Biden, como parte de um esforço inédito para identificar motivos que possam desqualificá-los de permanecer no país, segundo um memorando interno obtido pela CBS News.
Datado de 21 de novembro e assinado por Joseph Edlow, diretor do Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS), o documento instrui agentes a investigarem todos os refugiados que entraram entre 20 de janeiro de 2021 e 20 de fevereiro de 2025. O processo pode incluir novas entrevistas, focadas em verificar se os indivíduos atendiam à definição legal de refugiado na entrada e se há barreiras jurídicas para obter a residência permanente.
O memorando também impõe uma suspensão indefinida aos pedidos de green card feitos por refugiados que chegaram no período citado. Pela lei, refugiados podem solicitar residência um ano após serem admitidos. Edlow destacou que rejeições não têm direito a recurso e que, se o caso do “refugiado principal” for negado, toda a família perde o status. Os afetados podem ser colocados em processo de deportação.
Entre 2021 e 2025, cerca de 233 mil refugiados chegaram ao país. Após assumir, Trump suspendeu o programa, mantendo exceções limitadas, principalmente para africânderes da África do Sul, a quem o governo diz haver discriminação — uma alegação negada por autoridades sul-africanas.
No mês passado, o governo reduziu o teto anual de admissões para 7.500, o menor da história, priorizando africânderes e outros grupos considerados vítimas de discriminação injusta. No memorando, Edlow acusa o governo Biden de priorizar “agilidade e quantidade” em detrimento de entrevistas detalhadas e triagem rigorosa.
O documento foi divulgado inicialmente pela CNN.
Fonte: CBS

